E para o fim, foi quase o meu fim.
Entrei em um mundo onde se eu me afundasse não tinha mais saída.
Após a morte dela, acabei bebendo, fumando e usando drogas todos os finais de semana massacrantes e cruéis da minha pouca vida.
Naquele momento não havia mais sentido nenhum pra eu viver, o que eu mais queria era esquecer. Simplesmente esquecer de tudo.
Foi então que após uma noite que eu estava realmente chapada, e no outro dia passar muito mal, que parei e pensei "Que merda eu estou fazendo com a minha vida?".
Foram 5 meses de pura farra, curtição, bebidas e drogas. Até aquele momento em que eu vi que precisava de ajuda.
Minhas notas haviam caído demais, meu desempenho no trabalho era quase igual a zero e minha vontade de viver nenhuma.
Pois então procurei meu guardião legal, mais conhecido como pai, e falei o que estava acontecendo, foram 2 meses intensivos de psicologo e não saindo mais.
EU me privei disso, era um caminho sem volta o que eu estava fazendo.
Foquei toda minha tristeza e raiva nos estudos, trabalho e amigos.
E hoje em dia estou bem, recebi as melhores ajudas possíveis pra enfrentar isso.
Não vou dizer que superei a morte dela ou que não sinto saudades porque seria mentira. Mas que doí menos agora, isso é verdade. Agora eu consigo caminhar e pensar em um futuro onde meu foco não é mais esquecer e sim fazer coisas para se lembrar, criar lembranças.
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